{"id":78,"date":"2010-01-05T19:10:53","date_gmt":"2010-01-05T22:10:53","guid":{"rendered":"http:\/\/mbelo.wordpress.com\/?p=78"},"modified":"2010-01-05T19:10:53","modified_gmt":"2010-01-05T22:10:53","slug":"a-engenharia-de-software-esta-uma-bagunca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marcio.belo.nom.br\/wordpress\/2010\/01\/05\/a-engenharia-de-software-esta-uma-bagunca\/","title":{"rendered":"A Engenharia de Software est\u00e1 uma bagun\u00e7a?"},"content":{"rendered":"<p>Essa quest\u00e3o est\u00e1 sendo levantada por nomes de grande import\u00e2ncia na \u00e1rea da ci\u00eancia da computa\u00e7\u00e3o. Nomes como Ivar Jacobson, Bertrand Meyer e Richard Soley.<\/p>\n<p>Num artigo escrito por Ivar Jacobson e Bertrand Meyer, <a href=\"http:\/\/www.ddj.com\/architect\/219100242?pgno=2\">Methods Need Theory<\/a>, eles exp\u00f5em uma vergonhosa realidade que a engenharia de software, ao contr\u00e1rio das outras engenharias, sofre na sua evolu\u00e7\u00e3o: influ\u00eancia exagerada de marketing. Cada novo m\u00e9todo vende-se como a nova revolu\u00e7\u00e3o do momento. Tudo \u00e9 um novo paradigma, como se nada que existisse antes valesse a pena ser estudado. Afinal, como se venderiam tantos livros? Alguma das outras engenharias s\u00e3o t\u00e3o vol\u00e1teis quanto a de software? O perigo citado no artigo \u00e9 a banaliza\u00e7\u00e3o da nossa ci\u00eancia. Para muitas pessoas, segundo os autores, torna-se mais importante usar a \u00faltima moda em m\u00e9todo de engenharia de software do que propriamente desenvolver software de boa qualidade.<\/p>\n<p>Eles defendem que usemos na engenharia de software os mesmos princ\u00edpios adotados pelas outras engenharias: um maior formalismo te\u00f3rico e menos sensacionalismo, unindo o mundo profissional com o acad\u00eamico. Em outro artigo, intitulado &#8220;<a href=\"http:\/\/www.ddj.com\/architect\/220300840\">Why we need a Theory for Software Engineering<\/a>&#8220;, Ivar Jacobson e Ian Spence procuram enfatizar essa import\u00e2ncia da fundamenta\u00e7\u00e3o te\u00f3rica da ci\u00eancia.<\/p>\n<p>Um professor da PUC (Prof.Rubens Nascimento) uma vez proferiu numa palestra que assisti: &#8220;de tudo que surge como &#8220;novo&#8221; na computa\u00e7\u00e3o, 95% \u00e9 puro marketing. 5%, talvez, possa ter alguma inova\u00e7\u00e3o.&#8221;. Ao longo desses anos trabalhando na \u00e1rea pude constatar o quanto ele estava certo.<\/p>\n<p>Com interesse de organizar a &#8220;nossa&#8221; engenharia, as importantes figuras da \u00e1rea de computa\u00e7\u00e3o acima citadas iniciam uma for\u00e7a tarefa, conhecida pela sigla de SEMAT (Software Engineering Method And Theory), com o objetivo de organizar os fundamentos da engenharia de software, sem modismos, sem termos marketeiros, sem firulas. Coloco muito f\u00e9 nesta iniciativa, tanto que a subscrevi na p\u00e1gina organizada pelos proponentes.<\/p>\n<p>Vale a pena acompanhar a iniciativa. Acesse o link <a href=\"http:\/\/www.semat.org\/\">aqui<\/a>.<\/p>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"overflow:hidden;position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;\">\n<h3>Methods Need Theory<\/h3>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Essa quest\u00e3o est\u00e1 sendo levantada por nomes de grande import\u00e2ncia na \u00e1rea da ci\u00eancia da computa\u00e7\u00e3o. Nomes como Ivar Jacobson, Bertrand Meyer e Richard Soley. 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