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Orientação a objetos com Roberta Arcoverde

Recomendo a excelente miniaula aberta da Alura sobre Orientação a Objetos com a Roberta Arcoverde. Admiro muito o trabalho dela e já tive o prazer de assistir a uma palestra dela na QCon.

Como acréscimo ao que a Roberta e o Paulo falaram, colocaria apenas algo não muito falado na literatura mas que acredito ter um valor muito importante na POO: possibilita reduzir a desarmonia entre o domínio de negócio e a representação da solução em código. A organização do código, quando representado com a mesma nomenclatura usada no negócio, colabora muito em facilitar o entendimento. É o que o Eric Evans chama de linguagem ubíqua.

Clique aqui para o vídeo.

A importância do Caso de Uso na arquitetura da aplicação

Sempre tive a visão que organizava mal a estrutura da aplicação, sem representar com clareza no código a intenção de negócio que motivava a existência dele; percebi que organizava a aplicação em torno de propósitos técnicos e confesso que é muito tentador seguir organizando dessa forma.

O artigo a seguir ressalta a importância em representar casos de uso como elementos explícitos na aplicação, caracterizado na seguinte afirmação: ‘a ausência de casos de uso deve ser considerado um mau cheiro’ (minha tradução). Além disso o artigo aborda aspectos arquiteturais na organização das dependências seguindo princípios consagrados.

https://joebew42.github.io/2021/10/23/use-cases-purpose-of-your-code

Fim da QCONSP

É com grande tristeza que soube do encerramento das atividades do QCon no Brasil – único evento de grande porte que reunia tanto academia quanto profissionais de engenharia de software, e que não era vinculado especificamente a um grande player da área de tecnologia.

Primeiro assisti ao encerramento dos eventos do Rio de Janeiro; o último, em 2015 se não me engano, não se repetiu por falta de quórum. Tudo bem, São Paulo é o hub comercial do Brasil… ainda valia a pena todo o custo para ir lá e assistir… agora nem mais em São Paulo ocorrerá.

Tomara que essa decisão seja em algum momento revertida. Creio ser de fundamental importância um evento desse porte no nosso país, para o bem da comunidade de software.

https://qconsp.com/content/encerramento-das-atividades-da-c4media-brasil

JPMS e o jlink

A versão 9 trouxe um novo mecanismo de modularização e distribuição de aplicações Java: o Java Platform Module System. Em resumo, com ele podemos criar runtime customizado para rodar nossas aplicações, sem a necessidade de exigir que o usuário instale previamente o JRE – que, a propósito, foi descontinuado a partir da versão 11. É uma mudança e tanto, mas acho que valerá a pena: no artigo, o autor gera uma aplicação com tamanho diminuto em comparação com o tamanho completo de JRE que chegou a bater perto de 200Mb.

Veja o artigo neste link.